No último dia 16, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório que revela uma preocupação: uma doença misteriosa matou 53 pessoas na República Democrática do Congo e possivelmente infectou 431. A situação agora está sob investigação.
- A África vai se dividir em dois continentes?
- Doença desconhecida mata 143 pessoas no Congo
O relatório menciona que, no dia 13, autoridades de saúde relataram um novo grupo de casos e mortes em Bomate, Basankusu e na província de Équateur, na região noroeste do país. Um ponto que preocupa os especialistas é que quase metade das mortes (48,9%) aconteceu dentro de 48 horas do início dos sintomas.
O início do surto envolveu três crianças que teriam comido um morcego antes de desenvolver os sintomas:
–
Entre no Canal do WhatsApp do e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
- Febre
- Dor de cabeça
- Diarreia
- Fadiga
- Vômitos com sangue
- Sangramento nasal
- Fezes pretas
Esses sintomas também podem ser observados em febres hemorrágicas causadas por famílias de vírus encontrados em animais como morcegos e roedores.

Por enquanto, as circunstâncias pelas quais as pessoas se tornam expostas à doença não foram estabelecidas, observa o relatório.
As autoridades também não encontraram indicações claras de disseminação da doença entre os locais do surto. Existe até a possibilidade desses dois surtos partirem de doenças separadas.
A geografia remota e a infraestrutura limitada de assistência médica exacerbam os desafios de resposta, com instalações de saúde sobrecarregadas lutando para gerenciar casos. Apesar dos esforços contínuos de resposta, lacunas significativas permanecem, incluindo capacidade laboratorial limitada, dinâmica de transmissão pouco clara e vigilância fraca.
Investigação de doença misteriosa no Congo
Para dar continuidade às investigações, as autoridades enviaram amostras de 13 casos do surto de Bomate para o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica em Kinshasa, a capital do país.
Só que essas amostras apresentaram resultados negativos para Ebola e Marburg. Algumas das amostras de Bomate deram positivo para malária.
Por conta disso, a OMS disse que os diagnósticos sob investigação incluem:
- Malária
- Febre hemorrágica viral
- Intoxicação alimentar
- Febre tifoide
- Meningite.
Doenças transmitidas de animais para humanos na África
A OMS chegou a fazer um relatório em 2022 alertando sobre um aumento de 63% no número de surtos de doenças transmitidas de animais para humanos na África:
A análise conclui que entre 2001-2022 houve 1843 eventos comprovados de saúde pública registrados na região africana da OMS. Trinta por cento desses eventos foram surtos de doenças zoonóticas. Embora esses números tenham aumentado nas últimas duas décadas, houve um pico específico em 2019 e 2020, quando os patógenos zoonóticos representaram cerca de 50% dos eventos de saúde pública. A doença do vírus Ebola e outras febres hemorrágicas virais constituem quase 70% desses surtos; com dengue, antraz, peste, varíola dos macacos e uma série de outras doenças constituindo os 30% restantes.
Na ocasião, o relatório destacou o crescimento populacional e a expansão urbana como possívesi razões, já que isso faz com que os humanos passem a invadir os habitats da vida selvagem, potencialmente levando a mais chances de doenças passarem de animais para pessoas, como pode ser o caso dessa doença misteriosa no Congo.
Leia também:
- Primeiros humanos deixaram a África antes do que se acreditava
- Mpox volta a ser emergência global de saúde pública, com surtos na África
VÍDEO | O que sabemos sobre a “varíola do macaco”
Leia mais matérias no ItechNews .